dimecres, 23 de desembre del 2020

Jesus nasce, filho de um casal de refugiados em Lesbos

 


Jesus nasce, filho de um casal de refugiados em Lesbos

E agora entramos em contacto com a unidade móvel. Adiante Laia Bonet de Lesbos!

Naquela época, eles tiveram que deixar sua cidade porque a guerra havia piorado e era impossível sobreviver em seu país. Eles começaram a caminhar em direção à Europa, uma terra onde, segundo eles, respeitavam os direitos humanos. A viagem foi longa, perigosa e pesada. O último trecho foi com um barco insuflável e eles não queriam deixá-la embarcar porque estava grávida. A viagem foi difícil com riscos do barco afundar várias ocasiões.

Quando, felizes por chegarem à Europa, pensaram que tudo estava resolvido, foram trancados em Moria, um campo de refugiados, segundo lhes disseram. Mas aquele era um lugar infernal, sem condções e lotado. Antes havia ONGs que os ajudavam com materiais e alimentos e com procedimentos burocráticos, mas agora as autoridades vetaram o acesso das ONG´s ao local.

Algumas semanas atrás, eles tiveram que sair correndo do campo porque um incêndio noturno queimou tudo. Não puderam levar nada do que tinham: nem a documentação de que esperavam o reconhecimento como refugiados, nem mesmo as roupas. Maria teve dificuldade para fugir por causa de sua gravidez avançada, mas eles conseguiram escapar. Há dois dias que dormiam no chão e a gravidez já havia atingido o auge.

Poucos dias depois, a polícia os levou para um novo campo de refugiados. Eles viram imediatamente que aquele local, em vez de um campo de refugiados, era novamente uma prisão. Não estava em condições e só poderiam tomar banho na praia que ficava junto ao local. As informações que iam sendo cada vez mais frequentes diziam que estavam expulsando todo mundo de campo para fora da Europa. Eles não entendiam por que nas tendem em que estavam abrigados tinham o timbre das Nações Unidas se o local, mas se parecia com uma prisão do exercito, ou um CIE, para  expulsá-los. Por que as Nações Unidas colaboram com esta situação? Por que impediam a entrada das ONGs ou voluntários/as que pretendiam trabalhar no local? Corriam boatos de que os próximos a serem expulsos seriam as pessoas que habitavam a sua tenda.

Ontem à noite a bolsa de Maria rebentou. As companheiras de tenda alertaram todo o campo e de uma tenda próxima veio uma enfermeira que as ajudou no parto. Quando o exército veio buscá-los para repatriá-los e viu que uma criança estava nascendo, decidiram adiar a expulsão do país marcada para hoje.

A criança recebeu o nome de Jesus, que significa Salvador, porque todos dizem que o nascimento desta criança foi o motivo que impediu o seu repatriamento até ao momento. Embora continuem sem saber por quanto tempo, mas têm esperança por mais alguns dias. A notícia se espalhou e muitos jornalistas viemos ao local, mas não nos deixaram entrar e só pudemos conversar com algumas pessoas atrés da vedação de arame que farpado em volta do local.

As pessoas retidas no local, esperam que no início de janeiro a União Europeia humanize suas políticas de acolhimento e deixe de tratar como criminosos/as as pessoas que estão apenas a fugir de uma guerra em busca de uma vida melhor.

De Lesbos (que também podem ser as Ilhas Canárias), para TV Betlem, Laia Bonet


FOTOS: http://bit.ly/GFNadal20FotosPessebre

VIDEO: http://bit.ly/Nadal20PessebreVIDEO

MUSICA : https://drive.google.com/file/d/1kng6DYpnRb2qtRZDdYNbFyrTkkfMMS65/view?usp=sharing



dilluns, 23 de desembre del 2019

Natal de 2019: Minha visão de Natal

En otros idiomas:  CAT  ENG  FRA  ESP

Bom natal! Todo ano faço a minha interpretação de onde Jesus teria nascido se tivesse nascido no mesmo ano de 2018.
Este ano imaginei que Jesus nasceu um filho de um casal "sem teto". Espero que gostem e ajudem a ver o que o Natal representa.
Eu fiz um vídeo animado subtitulado em português com a narração. Aqui está o vídeo e  o texto.


Jesus nasce de um casal sem-teto

E agora entramos em conexão com a unidade móvel. Vá em frente, Laia Bonet, desde Belém!

Conheceram-se na rua, há muito tempo. E desde então moram juntos, num canto do parque. Ninguém pergunta como o casal acabou por morar nesse canto do parque . Há tantas pessoas sem-teto dormindo em bancos, caixas eletrônicos ou entradas dos edifícios, como histórias diferentes.
Eles vivem da colecta de sucata durante o dia. À tarde, quando o vendem, jantam juntos ao lado do colchão. Somente depois vão dormir exaustos.
Desde alguns dias, ela sente-se muito cansada e a sucata lhe parece estar mais pesada do que habitualmente tem sido. Ela está grávida e resta pouco tempo para o parto.

As pessoas que passam pelas ruas ignoramo-nos, nem sequer falam ou olham para elas. Felizmente, excepcionalmente, alguém resolveu parar e perguntar como ela se estava sentindo. Eram  voluntários de uma organização que os conhecem bem e que os oferecem oportunidades para tomar banho, lavar ou trocar de roupa. Mas a logística não é simples e a vigilância de seu lugar, seus pertences e sua saída não é compatível. Portanto, as oportunidades de aceder a um chuveiro ocorrem de forma irregular e com grandes espaços de tempo.
O casal esta preocupado. E não é somente por causa da gravidez. Algumas semanas atrás, um grupo de jovens se divertia atirando-os pedras enquanto dormiam, e algumas pedras eram muito grandes.
Como se não bastassem  as pedras e o facto dela estar grávida, o casal também esta preocupado com o facto do serviço de limpeza lavar as ruas dados os dias ao pôr do sol deixando tudo molhado na horas do jantar e de dormir.

 Quando o verão se aproxima, isso acontece com mais frequência, porque eles estão em uma área turística e sua presença não é bem-vinda. Quando chove, é pior e significa não poder descansar e ter que mover tudo para que não se molhe. Viver na rua reduz a vida em 20 anos.

Mas hoje é um dia especial. Há mais pessoas do que o normal hoje à noite. Os voluntários que habitualmente  fazem o censo de pessoas que dormem na rua. Há muitos param, conversam com o casal e perguntam coisas.

Maria, a mulher,  acordou José dizendo que tem dores de parto. Um dos voluntários apercebendo-se do que acontece avisa rapidamente o 112.
Mas o nascimento iminente e alguns poucos voluntários, que são médicos e enfermeiros, participam do parto ali mesmo. Cercada por pessoas, Maria dá à luz seu primeiro filho.
A notícia se espelha pela zona e mais voluntários, outras pessoas sem-teto e vizinhos do bairro que os conhecem se aproximam. Todos trouxeram algo e fizeram uma festa mesmo na rua, embora já fosse muito tarde. Muitas pessoas ofereceram presentes e utensílios para o casal e a criança.

A notícia espalha-se por todos os jornais e meios de informação, e as pessoas e autoridades  locais tornaram-se mais conscientes desse problema.

Em 6 de janeiro, três importantes órgãos da administração local aparecerão para fazer anúncios importantes. O primeiro, o conselho da cidade, que anunciará um reforço de verba  para a habitação e o programa Housing First. O segundo, os órgãos de segurança e limpeza, que adoptarão protocolos para serem mais humanos ao realizar seu trabalho. A terceira, as entidades que trabalham com os "sem-teto" que comunicarão o aumento do número de voluntários para melhor atendê-los.
Os "sem-teto" dizem e explicam a todos que Jesus, filho de Maria e José, é seu salvador.

De Belém, Laia Bonet para TVBetlem



Mais informaçao:
 PD Traduzido com a colaboração de Sergio Calundungo  
 






 






 





 





 

dilluns, 24 de desembre del 2018

Natal de 2018: Minha visão de Natal

En otros idiomas: CAT  ESP  FRA  ENG

Jesus o filho de uma Kelly chamado Maria

Bom natal! Todo ano faço a minha interpretação de onde Jesus teria nascido se tivesse nascido no mesmo ano de 2018.

Este ano imaginei que Jesus nasceu um filho de um "kelly" no quarto da limpeza de um grande hotel. Espero que gostem e ajudem a ver o que o Natal representa.

Eu fiz um vídeo animado com a narração. Aqui está o vídeo e  o texto.

vídeo: http://bit.ly/Nadal18PessebreYTB

E agora, entramos em conexão com a unidade móvel. Adiante Laia Bonet do Hotel Belém

Hoje, o Hotel Belém testemunhou um evento inesperado. Maria, uma das empregadas de limpeza dos quartos, comumente conhecida como "Kellys", estava trabalhando apesar de seu estado avançado de gestação. Ela, como todas as outras, praticamente não tem direitos trabalhistas e ganha um salário miserável. Todos sabem que, se deixarem de trabalhar ou tiverem um dia de folga, serão demitidas com toda a probabilidade

Maria chegou em março passado vinda do Equador; ela procura um futuro melhor. Há alguns meses, uma pessoa de bata branca anunciou que estava grávida e ela ficou muito espantada. Ainda assim, preferiu não contar a ninguém, aceitou a sua situação e decidiu enfrentá-la. Seu marido, sabendo disso, fez todos os esforços para ir ao seu encontro, mas não conseguiu o visto.

Hoje, Maria sentiu que algo errado acontecia quando estava a trabalhar. Ela teve dores de parto e deu à luz seu primeiro filho na sala de limpeza do hotel com a ajuda de três de suas companheiras "Kellys", uma das quais, por coincidência, trabalhou como parteira em seu país de origem.

O restante da equipe de limpeza e serviços acaba de tomar conhecimento acerca do nascimento da criança. Como grupo whatsapp de notícias "Kellys" e as fotos do bebê se espalharam muito rapidamente ao hotel estão chegando cada vez mais companheiras, depois de terminar os seus serviços para hotéis, escritórios e casas particulares. Uma colega fez uma chamada de vídeo do WhatsApp para o pai do bebê no Equador, para que ele pudesse conhecer seu filho e conversar com sua mãe. Os acompanhantes compraram roupas, fraldas e produtos de limpeza para a criança porque "se acontece com uma acontece com todas ", é o que diziam.

Os jornalistas, ao saberem das notícias, reuniram-se no hotel, onde a gerência inicialmente não os deixou passar pelo medo de que estes viriam a saber das condições com as quais as meninas trabalham. No entanto, eles posteriormente facilitaram seu trabalho e também anunciaram que deixariam Maria ficar dois dias em um dos quartos. Eles até trouxeram comida do restaurante para que ela pudesse comer.

Essa mudança de atitude fez com que as companheiras pensassem que essa criança poderia ser sua salvadora e a mãe o chamou de Jesus, que significa "o salvador".

Na rua concentraram-se centenas de colegas que apoiam e exigem condições justas para o sector em que trabalham,  contratos estáveis e permanentes, não sendo terceirizados, um salário mínimo, o tratamento humano e um mínimo direitos trabalhistas Elas também fizeram uma colecta de dinheiro para poderem pagar os dias de folga de Maria porque o seu tipo de contrato não os cobre.

A cidade se mobilizou toda em torno das condições em que essas mulheres trabalham, especialmente no setor hoteleiro.
Não se sabe o que vai acontecer em 28 de dezembro, quando todo esse boom da mídia passar e não se falar novamente sobre essas vítimas inocentes do nosso sistema, que ignora, sistematicamente todo esse trabalho de cuidado das pessoas.
Mesmo assim, hoje foi anunciado que, no dia 6 de janeiro, irão a casa de Maria três autoridades: a representante dos empregadores do hotel, a dos sindicatos e o prefeito da cidade. É possível que decidam abordar definitivamente acerca do que é necessário fazer para que estas mulheres e todas as pessoas que trabalham de forma invisível para o conforto da sociedade tenham um salário decente, condições de trabalho justas e tratamento digno e humano.


VÍDEO: http://bit.ly/Nadal18PessebreYTB  

FOTOS:   - Facebook http://bit.ly/FBNadal18FotosPessebre o
               - GoogleFotos  http://bit.ly/GFNadal18FotosPessebre

Información complementaria:
Belenes de años anteriores:
2017  -  Jesús nace hijo de una pareja de manteros en Barcelona
2016  -  Jesús nace en la valla de México
2015  -  Jesús nace en el Valle del Bekaa en Líbano
2014  -  Jesús nace en la valla de Melilla
2013  -  Jesús nace en un acaparamiento de tierras
2012  -  Jesús nace en un desahucio de la PAH
2011  -  Jesús nace entre los acampados indignados de Pl. Cataluña
2010  -  Jesús nace al llegar a la playa con una patera
2009  -  Jesús nace en un campo de refugiados

Algunas fotos:











diumenge, 24 de desembre del 2017

Natal 2017: Minha visão de Natal



E agora entramos em contacto com a nossa repórter móvel na rua. Avence Laia Bonet desde as Ramblas

Hoje las Ramblas foram testemunha de um facto inesperado. Um grupo de vendedores ambulantes vulgarmente conhecidos em Barcelona por “manteros “ em uma das suas fugas se refugiaram no metro, como fazem habitualmente, ao ver chegar a polícia já que aí não os podem deter.

Depois da fuga, um casal de de “manteros” cuja esposa estava grávida, enfrentou um grande desafio já que a mesma ficou indisposta quando entrava no metro.  A esposa sentia dores de parto e deu à luz ao seu primeiro filho com ajuda de uma parteira que casualmente saia do metro.

Os companheiros do casal que esperavam se aproximaram do ponto onde a senhora deu à luz. Pelo seu grupo de watsahp os “ manteros” espalharam a notícia que correu pelo mundo sendo que continuam a chegar “manteros” provenientes do Porto e de uma  lojas cuja marca é “Top Manta" utilizada pelos que já não precisavam de vender nas ruas.

A notícia chegou também a um grupo de apoio à pessoas nestas condições denominado -"Tras La Manta"- que se encontram no lugar dos acontecimentos. Avisaram à imprensa e nos também nos aproximamos do local.

Como pouco que haviam arrecadado, os “manteros” compraram comida e roupa para o bebê que se encontra a descansar numa manta.
A polícia ao ver a solidariedade e a multidão que se mantém à distância decidiu não intervir.

 A volta da boca do metro há cada vez gente. Os cidadãos também se acercaram e trouxeram coisas. Também se aproximaram pessoas desde o mosaico Miró e diziam com emoção que que as Ramblas que conhecera a morte a alguns meses atrás agora conhecia a vida.

As pessoas procuram uma casa para a família e lhes ofereceram um apartamento para onde se poderão mudar amanha.

Todo mundo está contento  a rambla está cheia de gente. Quase como se o Barça tivesse ganho o  título. Os “manteros” estão a vender os seus produtos. Entre eles dizem que está criança é o seu Salvador. o menino já levou umas sapatilhas Nike, uma camisola do Barça e uns óculos de sol.

As autoridades, vendo a resposta dos cidadãos, decidiram abordar  de uma vez por todas esta situação e querem encontrar uma solução até ao dia 6 de janeiro. A alcaldesa que foi visitar a criança também reafirmou esta decisão.

Desde as Rambla, Laia Bonet para TVBelen.

VIDEO: http://bit.ly/Nadal17PessebreVIDEO 
FOTOS: Facebook o GoogleFotos

Jesus nasce filho de riders

  José e Maria chegaram à cidade. Tinham passado meses confinados num centro nas Canárias. Uma estadia que se prolongou devido à incapacidad...